sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Malu de novo!


Malu



A minha neta querida chama-se Maria Luiza.Ela nasceu no dia 17/12/2010.Chegou para alegrar a casa e a família.Seja bem-vinda minha Malu!

Vovó, eu, vovó!


Essa é a Malu.A razão de minha vida!Uma neta que veio de forma surpreendente,quando eu nem imaginava, não esperava e ainda assim, ela chegou e tomou conta!!!Ê Malu.....Como nós a amamos,querida!

2011 Ano de mudanças


Preciso compartilhar algumas mudanças que ocorreram em minha vida no ano de 2011.Pra começar,fui submetida a uma gastroplastia,fato este,que deixou-me deveras feliz!Emagreci 58 quilos.Entrei o ano radicalizando.A cirurgia aconteceu no dia 10/01/2011.Confesso que senti um pouco de medo, mas o resultado compensou todo o esforço.Hoje,sinto-me muito mais feliz e realizada.Resgatei a auto-estima e estou aparando as arestas na minha vida pessoal e sentimental.Enfim,não desisti de absolutamente nada na minha vida,decidi apenas corrigir o que considerava "errado" e ou era motivo de infelicidade.Eu parti do seguinte princípio:Ou muda ou eu mudo.Simples assim!!!Consegui as duas coisas....Mudei e consegui mudanças no meu entorno.......VITÓRIA!!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Problemas de força maior

Guarulhos,10 de agosto de 2010.

Problemas de força maior

Que coisa chata! Ligar um notebook e não poder usá-lo só porque a droga da chave não é aceita! A porcaria está ali na marca d’água, com cara de verdadeira,porém, mesmo depois de tentar um milhão de vezes, a única coisa que consigo é ler a mesma mensagem idiota: ”Chave incorreta, se você tiver a chave correta digite-a novamente”....E olha que depois das 17h00 h eu não consigo enxergar mais nada.
Depois de esperar uma vida recebi meu notebook. Eu o comprei pela internet .num site chamado “Portal do professor”.A vontade era tanta que dissipou-se com a demora.Quando chegou a alegria foi retomada. Mas,como diz o ditado “Alegria de pobre dura pouco”.Depois de séculos convencendo o meu filho muito prestativo a ligar, instalar e deixá-lo prontinho para o uso, me deparei com o primeiro obstáculo.A tomada “trifásica” que deveria ser comprada num desses depósitos de material para construção,detalhe: Era domingo e não havia uma só loja aberta.”Deixa pra semana que vem” disse o meu filho aliviado porque lhe sobraria tempo para namorar.Fiquei discretamente contrariada. Mas,decidi que não ficaria deprimida por conta de um notebook,afinal de contas o que seriam alguns E-mails sem resposta e sem leitura e algumas pautas, nada importantes, do curso “Ler e Escrever”! Seguiram-se os dias,semanas e meses, até que finalmente, um bom anjo me mandou uma tomada linda,lilás, e o mais importante: “trifásica”.Eu já nem me lembrava mais para que eu precisava daquele troço!Bem, agora estava tudo resolvido.Qual nada! “Cadê o “benjamim?” ....Perguntou o meu filho num tom de ironia....”Quem?”...Quando eu disse isso eu não tinha nenhuma intenção de ser engraçada....Mas todos riram e eu virei a piada do dia!Mais uma semana aguardando o mais novo personagem dessa história, o “Benjamin”...”Será que é assim que se escreve isso?” Bem,não importa! A questão é que o benjamin chegou.Tarde, mas chegou.Fiz uma festa de tão contente. O Rafa, esse é meu filho,foi todo amoroso fazer os primeiros trâmites.Colocou a bateria,leu alguns papéis,conectou o benjamin na tomada trifásica,encaixou tudo isso no notebook e, finalmente as luzinhas se acenderam...”Tem que deixar carregando”...Disse ele num tom severo.Quase perguntei por quantos dias.....Fiquei calada,muda,pra dar sorte.Eis que após 3 longas horas o meu rebento perguntou-me:”Cadê o CD?”.Fiquei paralisada,estarrecida,mortificada.Não havia nenhum CD.Ele então me explicou que para registrar o notebook precisaria de uma “Security Key”,sei lá,uma chave de segurança da qual eu não tinha nenhuma notícia.Liguei “P” da vida para o Wellington, o rapaz do Portal do professor e lhe perguntei onde se encontrava essa bendita chave.Ele me orientou e eu encontrei os 25 caracteres mais difíceis de minha vida.Eu nem preciso dizer que era tarde da noite quando isso aconteceu.Tive a brilhante ideia de anotar num caderninho aquelas letrinhas e numerozinhos tão preciosos para mim.Numa urgência irresistível, corri e liguei o aparelho.Coloquei a senha com muita calma, verificando todos os detalhes minuciosamente...O resultado foi frustrante...Chave incorreta....Não acreditei! Repeti a operação por inúmeras vezes...Desisti!Me senti totalmente leiga.Agora, estou aguardando a visita de alguém que me faça a caridade de descobrir o que aconteceu.A chave é de fato incorreta ?Estou eu com visão subnormal? Ou o notebook não é dos originais?Não faço ideia das respostas para estas perguntas e nem vou me atrever a perguntar,porque a minha paciência se esgotou.Quem sabe daqui alguns anos aparece alguém para resolver todos esses problemas.....Quem sabe?

Val Rosa

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Plano de Aula Ensino Fundamental I (paragrafação)

Estudando a paragrafação de verbetes enciclopédicos

Bloco de Conteúdo
Língua Portuguesa

Conteúdo
Aspectos Gramaticais

Introdução
O processo de textualização requer a mobilização de conhecimentos de diversas naturezas: os discursivos (ajuste do texto às características do contexto de produção leitor, finalidades, portador, lugar de circulação, por exemplo); pragmáticas (ajuste do texto às características do evento de comunicação, como um seminário, sarau, mesa-redonda, leitura dramática, entre outros); textuais (relativos à coesão e coerência do texto, envolvendo também a paragrafação, e a pontuação); gramaticais (conhecimentos de morfologia, sintaxe, semântica, ortografia, estilística...) e notacionais (compreensão do sistema de escrita).
Evidentemente, esses conhecimentos são mobilizados concomitantemente no processo de produção de um texto; no entanto, no processo de ensino, é preciso tomar cada um deles em suas especificidades e tematizar junto aos alunos, de acordo com que for necessário aprender.

A paragrafação, como um desses conteúdos, precisa ser tematizada para poder ser aprendida. Mas isso precisa acontecer de maneira a oferecer aos alunos informações que possibilitem a eles a tomada de decisão a respeito da organização interna de um texto. Essas informações referem-se, por exemplo, aos critérios que são adotados, ao longo do texto, para separar e seqüenciar as informações. Esses critérios, por um lado, relacionam-se com as características do gênero; e, por outro, com as marcas de estilo pessoal do autor.
Em um verbete enciclopédico, por exemplo, por este ser organizado no eixo do expor, e por ter a finalidade de apresentar as características de um dado objeto (país, animal, invento, por exemplo), é possível agrupar tipos de características em diferentes parágrafos. Já uma fábula, por ser organizada no eixo do narrar, provavelmente terá uma organização relacionada mais às diferentes ações seqüenciadas no tempo e às características típicas de estruturação de uma narrativa (apresentação de cenário, situação inicial, complicação, resolução e desfecho). Um ensaio, diferentemente dos gêneros anteriores, costuma ter seus parágrafos organizados de modo a considerar a necessidade de apresentação da questão que busca responder, e à seqüenciação de argumentos e contra-argumentos a serem apresentados na defesa de determinada posição. Uma notícia organiza-se internamente em um eixo de relevância, sendo suas informações agrupadas de acordo com esse critério: o que é mais relevante apresentar primeiro ao leitor para que ele queira continuar lendo.

Nesta atividade, buscar-se-á trabalhar com os possíveis critérios a serem utilizados na organização de um verbete enciclopédico.

Objetivos
Possibilitar aos alunos a compreensão de que há critérios que são utilizados para a organização de um texto em parágrafos. Criar condições para que os alunos compreendam que os critérios de paragrafação não são fixos, podendo variar de acordo com o estilo pessoal do produtor. Oferecer informações suficientes para que os alunos compreendam a relação existente entre critério de paragrafação, finalidades do texto e sua organização interna.

Conteúdo específico
Paragrafação.

Ano
5º ano

Tempo necessário
Uma aula de 50 minutos.

Material Necessário
Textos de estudo, folha de linguagem para reescrita, lápis, borracha.

Desenvolvimento
Orientações para o professor:
a) Selecione dois verbetes de enciclopédia para serem utilizados como referência.
b) Escreva o primeiro em uma folha de papel pardo; ou em uma transparência para ser utilizada no retroprojetor; ou em arquivo para ser utilizado no datashow (Word, por exemplo).
Exemplo:
GIRAFA
Nome científico: Giraffa camelopardalis

As girafas podem ser encontradas em todo o território do Centro e do Sul do continente africano. Gosta de viver nas estepes e savanas, em amplos espaços, onde pode usar a sua maior arma, a velocidade.

Para se defender só pode dar coices que, apesar de serem mortais se acertarem em alguém ou algum animal, são difíceis de aplicar quando corre em debandada. O fato de ter de se agachar para conseguir beber água, faz com que a girafa seja extremamente vulnerável nessa altura e então os seus predadores, os leões, não perdem a oportunidade. Por esse motivo, as girafas vivem em grupos familiares que podem ter até 10 elementos e, destes, um dos adultos está sempre alerta enquanto os outros descansam, bebem água ou se alimentam, e estes animais têm um olfato e visão dignos do seu tamanho!

Os longos pescoços e patas das girafas permitem que estes herbívoros comam só as folhas das copas das árvores, que são inacessíveis para outros animais, podendo aí escolher as folhas mais verdes e tenras.

Uma girafa adulta pode medir 4,0 m de comprimento, 6,0 m de altura e pesar cerca de 1200 kg. Nas girafas, o macho é significativamente maior e mais robusto que as fêmeas, sendo por isso relativamente fácil distingui-los.

O tempo de gestação das girafas ronda os 420 dias, nascendo posteriormente uma única cria, que é amamentada pela mãe. Ao resto do grupo cabe o papel de proteger a cria dos predadores, e as pequenas girafas têm alguns, entre eles o leão, a chita, a hiena e os cães selvagens africanos.

c) Apresente o texto aos alunos e, depois, leia-o com eles, estudando seus sentidos.

d) Em seguida, solicite dos alunos que indiquem o tipo de informação apresentada em cada parágrafo. Por exemplo:

parágrafo tipo de informação
1º Nome científico.
2º Onde as girafas vivem.
3º Estratégias de sobrevivência.
4º Alimentação.
5º Tamanho e peso.
6º Procriação.

e) Tematize a organização, retomando a finalidade de um verbete e relacionando os critérios encontrados à essa finalidade.

f) Depois disso, reescreva o mesmo texto, agora com uma organização de parágrafos seguindo outros critérios. Por exemplo:

GIRAFA
Nome científico: Giraffa camelopardalis

As girafas podem ser encontradas em todo o território do Centro e do Sul do continente africano. Gosta de viver nas estepes e savanas, em amplos espaços, onde pode usar a sua maior arma, a velocidade.

Para se defender só pode dar coices que, apesar de serem mortais se acertarem em alguém ou algum animal, são difíceis de aplicar quando corre em debandada.

O fato de ter de se agachar para conseguir beber água, faz com que a girafa seja extremamente vulnerável nessa altura e então os seus predadores, os leões, não perdem a oportunidade.

Por esse motivo, as girafas vivem em grupos familiares que podem ter até 10 elementos e, destes, um dos adultos está sempre alerta enquanto os outros descansam, bebem água ou se alimentam, e estes animais têm um olfato e visão dignos do seu tamanho!

Os longos pescoços e patas das girafas permitem que estes herbívoros comam só as folhas das copas das árvores, que são inacessíveis para outros animais, podendo aí escolher as folhas mais verdes e tenras.

Uma girafa adulta pode medir 4,0 m de comprimento, 6,0 m de altura e pesar cerca de 1200 kg.

Nas girafas, o macho é significativamente maior e mais robusto que as fêmeas, sendo por isso relativamente fácil distingui-los.

O tempo de gestação das girafas ronda os 420 dias, nascendo posteriormente uma única cria, que é amamentada pela mãe.

Ao resto do grupo cabe o papel de proteger a cria dos predadores, e as pequenas girafas têm alguns, entre eles o leão, a chita, a hiena e os cães selvagens africanos.

g) Solicite que os alunos re-analisem o tipo de informação que cada parágrafo contém. Por exemplo:
1º Nome científico.
2º Onde as girafas vivem.
3º Recursos de defesa.
4º Fragilidades.
5º Estratégias de sobrevivência.
6º Alimentação.
7º Tamanho e peso.
8º Características do macho.
9º Gestação.
10º Cuidado com as crias.

h) Mais uma vez, tematize a organização do texto, retomando a finalidade de um verbete, relacionando os critérios encontrados à essa finalidade, e analisando a coerência entre os critérios e a finalidade.

i) Levante, com eles, a diferença entre os dois modos de paragrafar, salientando que um deles agrupa características segundo um critério que agrupa mais informações de naturezas semelhantes, enquanto que outro, separa cada um dos tipos de informação, sem preocupações em agrupá-las.

j) Constate, com eles, as diferentes possibilidades de organização de um verbete enciclopédico, desde que respeitada a coerência de critérios.

k) Apresente, agora, um novo verbete enciclopédico, sem paragrafação alguma, e solicite a eles que o leiam e estudem, em duplas. Antes de apresentar, contextualizem o verbete que será lido.

Um exemplo:

URSO POLAR
Nome científico: Ursus maritimus. Outros nomes: Urso branco. Os ursos polares habitam as regiões do circulo polar ártico e territórios envolventes, nomeadamente Canadá, Alasca, Sibéria, Gronelândia e ilhas próximas, como Svalbard (Noruega) e Wrangel (Rússia). Com o degelo das calotes polares, muitos ursos têm sido encontrado afogados longe dos seus territórios naturais, vítimas do deslocamento de imensas massas de gelo que se separam com os animais em cima e que acabam por derreter, deixando os ursos muito longe de algum local firme e levando a que, apesar de serem excelentes nadadores, acabem por morrer. A base da dieta dos ursos polares são as focas, independentemente da espécie, já que fornecem muito alimento e muita gordura, extremamente necessária para estes animais. No entanto, qualquer outro animal que se cruze com um urso polar pode ser uma refeição, sejam aves ou os seus ovos, mamíferos terrestres locais, peixes ou carcaças de baleia que ocasionalmente encontre enquanto vagueia. Esta espécie está classificada como vulnerável, o que se deve a vários fatores: a caça, que devastou grande parte dos animais desta espécie, a baixa taxa de natalidade registrada na espécie e, finalmente, o aquecimento global, que pode acabar o serviço que os homens começaram. Estima-se que antes do ano 2100 possa já não haver ursos polares a viver em liberdade. As fêmeas dos ursos polares atingem a maturidade sexual após completarem os 4 anos, o que só acontece com os machos entre os 5 e os 6 anos. A gestação destes animais dura em média 230 dias, podendo variar entre 195 e 265 dias, findos os quais podem nascer entre uma e quatro crias, mas normalmente duas. As crias vivem acompanhadas das mães até cerca dos 24 meses, altura em que se tornam independentes. Em média, durante a sua vida uma mãe ursa desta espécie pode gerar crias 5 vezes. Os ursos polares são o maior carnívoro terrestre da atualidade. Os machos podem atingir os 2,5 m e pesar 800 kg, enquanto que as fêmeas rondam os 1,8 m e pesam cerca de 500 kg. Os ursos polares a viver em liberdade têm uma esperança de vida média de 30 anos, em cativeiro um pouco mais. Há registro de um urso polar que passou os 40 anos em cativeiro, mas é o recorde conhecido.

l) Solicite aos alunos que, depois da leitura, indiquem no texto, com barras coloridas (/), onde separariam os parágrafos, não esquecendo de analisar os critérios utilizados.

m) Quando todos tiverem terminado, utilizando um texto registrado no papel pardo, em transparência, ou no datashow, vá discutindo as possibilidades de paragrafação apresentadas por cada dupla, analisando os critérios e sua coerência.

Avaliação
Solicite a cada dupla que reescreva o verbete, paragrafando-o de acordo com critérios que selecionarem, de modo a considerar a discussão realizada. Analise qual foi a apropriação de cada dupla, programando as retomadas necessárias.

Observação: Esse procedimento deve ser utilizado para a discussão da paragrafação em textos organizados em diferentes gêneros, considerando-se a especificidade de organização interna destes gêneros.

Consultoria: Kátia Lomba Bräkling
Especialista em ensino da Língua Portuguesa — da Alfabetização ao Ensino Médio — formadora de professores na área de ensino de língua e organização curricular, assessora e consultora na área de Ensino de Linguagem e de Reorganização Curricular (para escolas da rede pública e particular, assim como demais órgãos e instituições de educação).

Revisão de textos (Pontuação)

Atividade Permanente Ensino Fundamental I

Revisão de textos

Bloco de Conteúdo
Língua Portuguesa

Conteúdo
Pontuação

Introdução

Ensinar a revisar textos é um conteúdo que deve ser tratado desde as séries iniciais. O aluno precisa incorporar tais conhecimentos gradativamente, ampliar e fazer uso deles com o objetivo de deixar seus textos mais comunicativos, ou seja, objetivos na comunicação de ideias. Para isso, é necessário que o professor:
• utilize diferentes tipos de textos pertinentes à série, colocando seus alunos em contato com bons modelos;
• selecione em qual aspecto da revisão (coerência, ortografia, acentuação ou aspectos coesivos e de pontuação) o aluno focará a atenção, já que não é possível tratar de todos os aspectos ao mesmo tempo.

Este plano de aula propõe uma atividade cujo foco é a Pontuação. Nem sempre os alunos chegam à correção plena dentro do que havia sido proposto. Mas o objetivo não é alcançar a perfeição. O que importa é apresentar questões pertinentes nas situações didáticas, fazendo com que a turma reflita e avance. Apresentamos a seguir uma sugestão de aula que pode se tornar uma atividade permanente, desde que se trabalhe com diferentes gêneros textuais a cada aula.

A revisão é um procedimento difícil para escritores iniciantes, pois requer distanciamento do próprio texto. As crianças nas séries iniciais são capazes de corrigir textos produzidos por outras pessoas mas, em se tratando dos seus próprios, dificilmente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é interessante propor que as crianças comparem seus textos com os produzidos por outras pessoas e os analise em grupo. Isso deve ser feito em parceria e com quem já sabe fazer uso do procedimento da revisão. O professor deverá orientar o trabalho lançando questões que façam os alunos refletir e avançar, tais como:
• Onde começa e termina a fala de tal personagem?
• Por que você usou este ponto neste lugar?
• O trecho pontuado por vocês está fazendo sentido? Explique o sentido desta frase.
• Faz diferença usar a vírgula ou o ponto neste trecho? Por quê? Depois, cada agrupamento deve apresentar seu texto pontuado. Trata-se de uma ocasião rica para discutir e refletir, pois certamente surgirão diferentes formas de pontuar. Os alunos terão oportunidade de argumentar a validade ou não de cada trabalho apresentado.

Tradicionalmente, a gramática ensina que a pontuação é um conjunto de sinais que orienta a entonação da leitura em voz alta. Informações do tipo: "Usem o ponto final quando estiverem cansados. A vírgula serve para indicar uma paradinha. Usa-se ponto de interrogação para perguntar...", provavelmente estão embasadas na história da escrita, quando os livros eram escritos à mão, sem espaços entre as palavras e a leitura era feita em voz alta. Quem pontuava e dava um sentido ao texto era o leitor.

"A prática de leitura silenciosa disseminou-se a partir da produção de livros em escala industrial... Hoje, quando o texto impresso é formatado para ser lido diretamente pelo olho, sem precisar passar pela sonorização do que está escrito, esta função, de estreitar o campo das possibilidades de interpretação indicando graficamente as unidades de processamento e sua hierarquia interna, pertence ao escritor." (PCN - Língua Portuguesa - MEC/1997)

Objetivos
Com esta atividade o aluno deve ser capaz de:
• construir um comportamento revisor em relação a seu próprio texto e ao dos outros;
• perceber que a pontuação é um recurso utilizado pelo autor para orientar o entendimento do leitor;
• constatar que, na maioria das vezes, há mais de uma possibilidade de pontuação;
• desenvolver a capacidade de argumentação;
• desenvolver a atitude de colaboração.

Ano
3º ano

Tempo estimado
10 aulas

Material necessário
• lousa e giz
• papel e lápis

Desenvolvimento da atividade
Apresente um texto curto sem nenhuma marcação gráfica, como ponto, maiúscula, travessão, parágrafo etc. Piadas são bastante interessantes para o exercício, desde que os alunos tenham tido contato com esse tipo de texto;

- Peça aos alunos para que, em grupos (duplas ou trios), marquem as unidades que facilitem a sua leitura com algum sinal;
- Solicite que reescrevam o texto, utilizando a pontuação que julgarem adequada;
- Socialize para toda a turma as diversas possibilidades apresentadas pelos diferentes grupos;
- Discuta essa adequação, o significado e o entendimento do texto pontuado de diferentes formas.

Avaliação
Durante o desenvolvimento da atividade, é possível avaliar como o aluno:
• utiliza em outros contextos de produção escrita, os conhecimentos que constrói a respeito da pontuação (veja o 1º objetivo);
• usa seus conhecimentos diante do texto para pontuá-lo a fim de atribuir significado a ele (veja o 2º e o 3º objetivos);
• argumenta para defender o seu ponto de vista (veja o 4º objetivo);
• colabora com o grupo (veja o 5º objetivo)


Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA
Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa: de 1ª a 4ª série, Secretaria de Educação Fundamental, Brasília, 1997
Por trás das letras, Telma Weisz, FDE, São Paulo, 1992
Consultor: Leika Watanabe
Pedagoga